De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o segundo mais comum entre as mulheres, atingindo 22% de novos casos a cada ano, e mais frequente após os 35 anos de idade.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa morte entre as mulheres e ainda é muito temido, devido à sua alta frequência e efeitos psicológicos.
O órgão atingido pela doença tem um significado emocional muito importante para a mulher, pois está associado à fertilidade, maternidade, amamentação, autoestima, autoconceito, imagem corporal, feminilidade, atração e sexualidade.
Para as meninas, o seio é o objeto desejado, idealizado, esperado como símbolo da capacidade feminina. A imagem representativa da feminilidade: provisão, maternidade, sensualidade, doação.
Ao descobrir o surgimento de um tumor maligno, desencadeiam reações psíquicas, como; ansiedade e incertezas do que virá adiante, raiva, frustração, angústia, sentimento de impotência, medo da doença e do tratamento (perda do seio), medo de morrer.
A mulher que perde o seio perde também sua sexualidade na representação simbólica. Sentindo-se com a feminilidade roubada, perde sua autoestima, que atinge diretamente sua sexualidade e afasta-se do convívio social.
A cirurgia, quanto mais conservadora, menor também será o impacto psicológico causado pela auto-imagem. As alterações corporais podem desencadear rejeição e vergonha por parte da paciente. A busca pela cirurgia de reconstrução mamária passa a ser vista como esperança de um retorno à sexualidade, a volta do seio perdido e o alívio no enfrentamento da situação.
A consequências emocionais podem ser muito semelhantes para cada mulher, variando em decorrência de:
- traço de personalidade
- idade
- situação profissional
- nível sócio-educativo
- condição econômica
- posição familiar
- experiências anteriores com câncer
- preconceitos culturais
- informações obtidas sobre o assunto
Portanto, é fundamental o acompanhamento psicológico para fortalecimento dos recursos de enfrentamento diante da doença e dos tratamentos, bem como ressignificar a experiência vivida alcançando qualidade de vida e superação.
Cristiane Vizzone
Psico-oncologista GAPC
CRPSP 75975
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O PSICÓLOGO E O PACIENTE COM CÂNCER
Apesar de termos boas expectativas de tratamento, o diagnóstico de câncer ainda é algo que assusta as pessoas, devido ao estigma da doença.
Quando adoece, a pessoa apresenta alguns sentimentos, como ansiedade, angústia e o medo de estar com câncer. Os abalos emocionais da saúde física surgem com outras preocupações: financeiras, com a alteração no estilo de vida, mudanças na rotina diária, preocupação com o tratamento, com o manejo familiar, entre outros.
Neste momento se faz necessário ter uma Organização no porte do GAPC - Grupo de Assistência aos Portadores de Câncer - com uma estrutura e equipe completa de atendimento especializado no cuidado com o paciente, gratuitamente. O psicólogo irá fornecer suporte psíquico e preparar o paciente para a recuperação de sua força interior.
A Psico-Oncologia - uma especificidade da Psicologia e da Oncologia – proporciona um atendimento diferenciado e auxilia o paciente e seus familiares:
A obter melhor compreensão da doença (tirando suas dúvidas e aliviando a ansiedade);
Ajudando-os a lidar melhor com a situação, de uma maneira saudável, fortalecendo seus recursos de enfrentamento;
Orientando-os quanto à importância do comprometimento no tratamento;
Trabalhando os aspectos afetivo-emocionais, através de técnicas psicoterápicas;
Contribuindo para que se sintam acolhidos e confiantes para enfrentarem as dificuldades que se apresentam.
Com isso, tem-se um atendimento global e humanizado que se preocupa em confortar, tratar, apoiar e, assim, melhorar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.
Quando adoece, a pessoa apresenta alguns sentimentos, como ansiedade, angústia e o medo de estar com câncer. Os abalos emocionais da saúde física surgem com outras preocupações: financeiras, com a alteração no estilo de vida, mudanças na rotina diária, preocupação com o tratamento, com o manejo familiar, entre outros.
Neste momento se faz necessário ter uma Organização no porte do GAPC - Grupo de Assistência aos Portadores de Câncer - com uma estrutura e equipe completa de atendimento especializado no cuidado com o paciente, gratuitamente. O psicólogo irá fornecer suporte psíquico e preparar o paciente para a recuperação de sua força interior.
A Psico-Oncologia - uma especificidade da Psicologia e da Oncologia – proporciona um atendimento diferenciado e auxilia o paciente e seus familiares:
A obter melhor compreensão da doença (tirando suas dúvidas e aliviando a ansiedade);
Ajudando-os a lidar melhor com a situação, de uma maneira saudável, fortalecendo seus recursos de enfrentamento;
Orientando-os quanto à importância do comprometimento no tratamento;
Trabalhando os aspectos afetivo-emocionais, através de técnicas psicoterápicas;
Contribuindo para que se sintam acolhidos e confiantes para enfrentarem as dificuldades que se apresentam.
Com isso, tem-se um atendimento global e humanizado que se preocupa em confortar, tratar, apoiar e, assim, melhorar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O Psicólogo e o Paciente com Câncer
Artigo do GAPC - Grupo de Assistência aos Portadores de Câncer
http://www.gapcbrasil.org.br/stnoticias.php?id=31&cid=2
Cristiane Vizzone
Psico-Oncologista GAPC
http://www.gapcbrasil.org.br/stnoticias.php?id=31&cid=2
Cristiane Vizzone
Psico-Oncologista GAPC
terça-feira, 29 de junho de 2010
O CÂNCER E AS REAÇÕES PSICOLÓGICAS
Eis o câncer. Um diagnóstico cada vez mais frequente em nosso cotidiano, porém pouco compreendido. É uma doença que carrega um forte estigma que está relacionado ao sofrimento, dor, mutilação, perda do atrativo sexual, baixa da auto-estima, alteração da auto-imagem e iminência de morte.
No ato do diagnóstico, o paciente se vê perdido, abalado e desestruturado emocionalmente. É um momento que causa grande sofrimento, angústia e desequilíbrio psicológico tanto ao paciente quanto aos seus familiares. O paciente pouco consegue absorver as informações passadas pelo médico quando a surpresa da notícia toma conta de sua mente de forma avassaladora.
O paciente oncológico entra em um estágio de reações psíquicas que se divide em 5 fases, são elas:
- Negação
- Revolta
- Barganha
- Depressão
- Aceitação
São fases que se apresentam desde o momento do diagnóstico, mas que podem variar de pessoa para pessoa. Algumas pessoas passam mais tempo por uma determinada fase, outras mais rapidamente. Tem aquelas que invertem as fases e, ainda outras, que não passam por todas elas.
A primeira fase, a Negação, é caracterizada pelo fato do paciente duvidar do diagnóstico, considerando a possibilidade do médico ter se enganado, trocado exames ou não ter real certeza do que se trata. É quando o paciente não consegue admitir que isso esteja acontecendo com ele.
Na fase da Revolta ou Raiva, o paciente passa por essa experiência muitas vezes de forma agressiva, seja com os outros, seja com ele mesmo. Pode se sentir culpado ou procurar outros culpados pela doença, pode se voltar contra o mundo, até contra Deus, caso tenha religião. O fato é que é uma fase em que o paciente não dá oportunidade às outras pessoas de o ajudarem, retribuindo a atenção das pessoas com agressividade e incompreensão de si mesmo. Normalmente, se questiona por que com ele.
Tudo parece ser digerido aos poucos pelo paciente e seus familiares, até que o paciente tenta negociar sua melhora com promessas. É chegada a fase da Barganha, quando o paciente procura atingir a cura através de alguma mudança nas suas atitudes e projeta mudanças pessoais futuras. É o momento em que negocia com a vida e com Deus, prometendo ser uma pessoa melhor, mais solidária, alimentar-se com mais qualidade, etc. É a fase do desespero por fazer algo que o tire dessa situação.
Com a fase da Depressão, o paciente se sente derrotado. Muitas vezes, pode se isolar, apresentando dificuldades nas relações interpessoais e podendo agravar seu estado de saúde, pois a depressão está ligada à baixa do sistema imunológico e, com isso, aumentam as possibilidades de surgirem outras doenças, do câncer se alastrar mais rapidamente ou, até, do organismo não responder favoravelmente ao tratamento que está sendo realizado (quimioterapia e/ou radioterapia). É a fase mais comum e é esperado que o paciente passe por ela. Nessa fase, ele chora, mostra-se desanimado, apático e sem energia.
Por último, chega-se à Aceitação. É a fase final e é quando o paciente consegue olhar de frente a problemática e inicia seu enfrentamento. É uma fase importante, pois o paciente decide tomar as rédeas do tratamento, procura se informar e ser mais participativo de todo o processo.
Ao longo de todas as fases, é necessário que o paciente possa contar com um apoio social, ou seja, a rede familiar e de amigos. O paciente que sofre sozinho, sofre mais, pois conta com pouco recurso interno para enfrentar o estigma, a doença e o tratamento. É necessário, também, que ele receba apoio multiprofissional, no qual o paciente será tratado em sua totalidade, auxiliando no tratamento médico. Entre outras áreas da saúde, o paciente conta com o apoio psicológico, nutricional e fisioterápico. Além disso, pode obter orientação jurídica, pois a lei assegura alguns direitos e isenções ao paciente de câncer.
Outro ponto fundamental é que ele seja informado de tudo sobre sua doença: o tipo de câncer, as formas e procedimentos de tratamentos, os sintomas e o prognóstico esperado. Quanto mais informações o paciente possui, maior será sua participação durante esse processo e menor será a sua ansiedade. Essa compreensão da doença e do tratamento e envolvimento, por parte do paciente, em cada etapa, favorecem o bom prognóstico e a melhor qualidade de vida.
Cristiane Vizzone
Psico-oncologista GAPC
CRP 06/75975
No ato do diagnóstico, o paciente se vê perdido, abalado e desestruturado emocionalmente. É um momento que causa grande sofrimento, angústia e desequilíbrio psicológico tanto ao paciente quanto aos seus familiares. O paciente pouco consegue absorver as informações passadas pelo médico quando a surpresa da notícia toma conta de sua mente de forma avassaladora.
O paciente oncológico entra em um estágio de reações psíquicas que se divide em 5 fases, são elas:
- Negação
- Revolta
- Barganha
- Depressão
- Aceitação
São fases que se apresentam desde o momento do diagnóstico, mas que podem variar de pessoa para pessoa. Algumas pessoas passam mais tempo por uma determinada fase, outras mais rapidamente. Tem aquelas que invertem as fases e, ainda outras, que não passam por todas elas.
A primeira fase, a Negação, é caracterizada pelo fato do paciente duvidar do diagnóstico, considerando a possibilidade do médico ter se enganado, trocado exames ou não ter real certeza do que se trata. É quando o paciente não consegue admitir que isso esteja acontecendo com ele.
Na fase da Revolta ou Raiva, o paciente passa por essa experiência muitas vezes de forma agressiva, seja com os outros, seja com ele mesmo. Pode se sentir culpado ou procurar outros culpados pela doença, pode se voltar contra o mundo, até contra Deus, caso tenha religião. O fato é que é uma fase em que o paciente não dá oportunidade às outras pessoas de o ajudarem, retribuindo a atenção das pessoas com agressividade e incompreensão de si mesmo. Normalmente, se questiona por que com ele.
Tudo parece ser digerido aos poucos pelo paciente e seus familiares, até que o paciente tenta negociar sua melhora com promessas. É chegada a fase da Barganha, quando o paciente procura atingir a cura através de alguma mudança nas suas atitudes e projeta mudanças pessoais futuras. É o momento em que negocia com a vida e com Deus, prometendo ser uma pessoa melhor, mais solidária, alimentar-se com mais qualidade, etc. É a fase do desespero por fazer algo que o tire dessa situação.
Com a fase da Depressão, o paciente se sente derrotado. Muitas vezes, pode se isolar, apresentando dificuldades nas relações interpessoais e podendo agravar seu estado de saúde, pois a depressão está ligada à baixa do sistema imunológico e, com isso, aumentam as possibilidades de surgirem outras doenças, do câncer se alastrar mais rapidamente ou, até, do organismo não responder favoravelmente ao tratamento que está sendo realizado (quimioterapia e/ou radioterapia). É a fase mais comum e é esperado que o paciente passe por ela. Nessa fase, ele chora, mostra-se desanimado, apático e sem energia.
Por último, chega-se à Aceitação. É a fase final e é quando o paciente consegue olhar de frente a problemática e inicia seu enfrentamento. É uma fase importante, pois o paciente decide tomar as rédeas do tratamento, procura se informar e ser mais participativo de todo o processo.
Ao longo de todas as fases, é necessário que o paciente possa contar com um apoio social, ou seja, a rede familiar e de amigos. O paciente que sofre sozinho, sofre mais, pois conta com pouco recurso interno para enfrentar o estigma, a doença e o tratamento. É necessário, também, que ele receba apoio multiprofissional, no qual o paciente será tratado em sua totalidade, auxiliando no tratamento médico. Entre outras áreas da saúde, o paciente conta com o apoio psicológico, nutricional e fisioterápico. Além disso, pode obter orientação jurídica, pois a lei assegura alguns direitos e isenções ao paciente de câncer.
Outro ponto fundamental é que ele seja informado de tudo sobre sua doença: o tipo de câncer, as formas e procedimentos de tratamentos, os sintomas e o prognóstico esperado. Quanto mais informações o paciente possui, maior será sua participação durante esse processo e menor será a sua ansiedade. Essa compreensão da doença e do tratamento e envolvimento, por parte do paciente, em cada etapa, favorecem o bom prognóstico e a melhor qualidade de vida.
Cristiane Vizzone
Psico-oncologista GAPC
CRP 06/75975
sábado, 17 de abril de 2010
Palestra: Cuidando do Cuidador / Hospital Ana Costa
Em março, apresentei uma palestra cobre Cuidando do Cuidador, juntamente com a equipe do GAPC (onde, a partir de abril, me tornei psico-oncologista contratada), no Hospital Ana Costa, em Santos/SP.
Segue abaixo o link para acessar à página do vídeo no site do GAPC:
http://www.gapcbrasil.org.br/video.php?cid=2&video=672
Segue abaixo o link para acessar à página do vídeo no site do GAPC:
http://www.gapcbrasil.org.br/video.php?cid=2&video=672
quinta-feira, 15 de abril de 2010
I Simpósio Internacional de Cuidados Paliativos
Local: Hospital Sírio Libanês
Data: 12 de junho de 2010
Informações e inscrições: http://cursos.hospitalsiriolibanes.com.br/Vendas/curso_det.asp?oferta=836
VAMOS!!!
Data: 12 de junho de 2010
Informações e inscrições: http://cursos.hospitalsiriolibanes.com.br/Vendas/curso_det.asp?oferta=836
VAMOS!!!
Assinar:
Postagens (Atom)