quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Psicólogo e o Paciente com Câncer

Artigo do GAPC - Grupo de Assistência aos Portadores de Câncer

http://www.gapcbrasil.org.br/stnoticias.php?id=31&cid=2

Cristiane Vizzone
Psico-Oncologista GAPC

terça-feira, 29 de junho de 2010

Psicologia / Psico-Oncologia: O CÂNCER E AS REAÇÕES PSICOLÓGICAS

Psicologia / Psico-Oncologia: O CÂNCER E AS REAÇÕES PSICOLÓGICAS

O CÂNCER E AS REAÇÕES PSICOLÓGICAS

Eis o câncer. Um diagnóstico cada vez mais frequente em nosso cotidiano, porém pouco compreendido. É uma doença que carrega um forte estigma que está relacionado ao sofrimento, dor, mutilação, perda do atrativo sexual, baixa da auto-estima, alteração da auto-imagem e iminência de morte.

No ato do diagnóstico, o paciente se vê perdido, abalado e desestruturado emocionalmente. É um momento que causa grande sofrimento, angústia e desequilíbrio psicológico tanto ao paciente quanto aos seus familiares. O paciente pouco consegue absorver as informações passadas pelo médico quando a surpresa da notícia toma conta de sua mente de forma avassaladora.

O paciente oncológico entra em um estágio de reações psíquicas que se divide em 5 fases, são elas:

- Negação

- Revolta

- Barganha

- Depressão

- Aceitação

São fases que se apresentam desde o momento do diagnóstico, mas que podem variar de pessoa para pessoa. Algumas pessoas passam mais tempo por uma determinada fase, outras mais rapidamente. Tem aquelas que invertem as fases e, ainda outras, que não passam por todas elas.

A primeira fase, a Negação, é caracterizada pelo fato do paciente duvidar do diagnóstico, considerando a possibilidade do médico ter se enganado, trocado exames ou não ter real certeza do que se trata. É quando o paciente não consegue admitir que isso esteja acontecendo com ele.

Na fase da Revolta ou Raiva, o paciente passa por essa experiência muitas vezes de forma agressiva, seja com os outros, seja com ele mesmo. Pode se sentir culpado ou procurar outros culpados pela doença, pode se voltar contra o mundo, até contra Deus, caso tenha religião. O fato é que é uma fase em que o paciente não dá oportunidade às outras pessoas de o ajudarem, retribuindo a atenção das pessoas com agressividade e incompreensão de si mesmo. Normalmente, se questiona por que com ele.

Tudo parece ser digerido aos poucos pelo paciente e seus familiares, até que o paciente tenta negociar sua melhora com promessas. É chegada a fase da Barganha, quando o paciente procura atingir a cura através de alguma mudança nas suas atitudes e projeta mudanças pessoais futuras. É o momento em que negocia com a vida e com Deus, prometendo ser uma pessoa melhor, mais solidária, alimentar-se com mais qualidade, etc. É a fase do desespero por fazer algo que o tire dessa situação.

Com a fase da Depressão, o paciente se sente derrotado. Muitas vezes, pode se isolar, apresentando dificuldades nas relações interpessoais e podendo agravar seu estado de saúde, pois a depressão está ligada à baixa do sistema imunológico e, com isso, aumentam as possibilidades de surgirem outras doenças, do câncer se alastrar mais rapidamente ou, até, do organismo não responder favoravelmente ao tratamento que está sendo realizado (quimioterapia e/ou radioterapia). É a fase mais comum e é esperado que o paciente passe por ela. Nessa fase, ele chora, mostra-se desanimado, apático e sem energia.

Por último, chega-se à Aceitação. É a fase final e é quando o paciente consegue olhar de frente a problemática e inicia seu enfrentamento. É uma fase importante, pois o paciente decide tomar as rédeas do tratamento, procura se informar e ser mais participativo de todo o processo.

Ao longo de todas as fases, é necessário que o paciente possa contar com um apoio social, ou seja, a rede familiar e de amigos. O paciente que sofre sozinho, sofre mais, pois conta com pouco recurso interno para enfrentar o estigma, a doença e o tratamento. É necessário, também, que ele receba apoio multiprofissional, no qual o paciente será tratado em sua totalidade, auxiliando no tratamento médico. Entre outras áreas da saúde, o paciente conta com o apoio psicológico, nutricional e fisioterápico. Além disso, pode obter orientação jurídica, pois a lei assegura alguns direitos e isenções ao paciente de câncer.

Outro ponto fundamental é que ele seja informado de tudo sobre sua doença: o tipo de câncer, as formas e procedimentos de tratamentos, os sintomas e o prognóstico esperado. Quanto mais informações o paciente possui, maior será sua participação durante esse processo e menor será a sua ansiedade. Essa compreensão da doença e do tratamento e envolvimento, por parte do paciente, em cada etapa, favorecem o bom prognóstico e a melhor qualidade de vida.

Cristiane Vizzone
Psico-oncologista GAPC
CRP 06/75975

sábado, 17 de abril de 2010

Palestra: Cuidando do Cuidador / Hospital Ana Costa

Em março, apresentei uma palestra cobre Cuidando do Cuidador, juntamente com a equipe do GAPC (onde, a partir de abril, me tornei psico-oncologista contratada), no Hospital Ana Costa, em Santos/SP.
Segue abaixo o link para acessar à página do vídeo no site do GAPC:
http://www.gapcbrasil.org.br/video.php?cid=2&video=672

quinta-feira, 15 de abril de 2010

I Simpósio Internacional de Cuidados Paliativos

Local: Hospital Sírio Libanês
Data: 12 de junho de 2010
Informações e inscrições: http://cursos.hospitalsiriolibanes.com.br/Vendas/curso_det.asp?oferta=836

VAMOS!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

SÍNDROME DE BURNOUT

Burnout - do inglês to burn out - queimar por completo.
É um distúrbio psíquico de caráter depressivo em decorrência de esgotamento físico e emocional intenso. Ocorre mais frequentemente nos profissionais de saúde, principalmente aqueles que lidam com situações de risco de morte.

Ao longo de seu treinamento, estudo, especialização e experiência, o profissional de saúde passa por inúmeras transformações internas. São profissionais que lidam diariamente com a dor, as doenças e, até mesmo, a morte.
Portanto, a morte deixa de ser algo do imaginário ou distante e passa a ser enfrentado diariamente em sua rotina de trabalho.
Por isso, é fundamental que este profissional tenha habilidade, conhecimento e preparo para exercer tal função.
Qualquer profissional pode desenvolver este distúrbio.

Os sintomas são:

> Dor de cabeça frequente;
> Esgotamento físico e mental,;
> Perda de apetite;
> Distúrbio do sono;
> Dificuldade de concentração; entre outros.

E ainda sintomas psicológicos:

> Avaliação negativa de si mesmo;
> Sentimento de impotência na realização de seu trabalho;
> Podendo apresentar agressividade ou irritação.

Saiba mais:
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=70

sexta-feira, 12 de março de 2010

CUIDANDO DO CUIDADOR

Quando falamos de cuidados e atenção na saúde aos pacientes, principalmente crônicos e/ou em fase terminal, também devemos nos lembrar de quem está cuidando deste.
O cuidador é aquele que disponibiliza seu tempo, atenção, proporciona bem-estar ao paciente e, principalmente, dá AMOR!
Amor no sentido de procurar compreendê-lo, aceitar suas limitações, ter especial carinho pela pessoa enferma e desejar que esta possa viver com dignidade, respeito e qualidade de vida.
O cuidador pode ser FORMAL, ou seja, aquele que se profissionalizou por este trabalho e o faz com total esmero e comprometimento. É, por exemplo, a enfermeira (o) ou a babá. São pessoas remuneradas para tal função. O cuidador também pode ser INFORMAL. É aquele parente ou amigo que se preocupa com o doente a ponto de doar seu tempo e carinho a ele. Em geral, não é remunerado para exercer esse trabalho, mas nem por isso o faz com menos dedicação.

Por que é importante olhar com atenção o cuidador? Ora, se o cuidador não estiver em boas condições físicas, mentais e emocionais para realizar essa tarefa, como irá ajudar a pessoa enferma? O cuidador também necessita de cuidados, atenção e respeito. Um cuidador emocionalmente frágil pouco fará por aquele que, nesse momento, mais necessita de apoio, um porto seguro.
O cuidador pode ajudar de diversas formas o paciente: realizando tarefaS de banco, fazendo compras, cozinhando, ajudando em sua higiene pessoal, dando os remédios ou simplesmente ESTANDO AO LADO. Estar ao lado significa estar mesmo, com o corpo e com o coração. Muitas vezes, o que a pessoa doente mais precisa é de companhia, é saber que não está só em sua luta, é sentir que realmente é importante para alguém.
Por esses motivos, o cuidador precisa se cuidar, se sentir confortável ao lado do ente ou amigo enfermo. É preciso, acima de tudo, ter muito AMOR.